Viver em Equilíbrio é aceitar a Contradição; e o caminho é a Filosofia

A cada dia que passa dessa vida moderna, tão frenética e ociosa, procuro sempre, ao conversar com alguém e/ou pensar tão somente, como diria Hannah Arendt (1906 – 1975) “Pensar é dialogar consigo mesmo.”; procurar entender o todo da situação, por mais que a realidade seja tão distante daquilo que vivo ou tenho como opinião.

Lembro-me muito bem de uma frase, a qual não recordo o autor, que dizia: “O verdadeiro problema da comunicação é que não ‘escutamos’ para compreender, e sim para responder.” Logo convenhamos que o indivíduo que age de tal forma não está disposto a aprender, ou seja, transformar nova informação em conhecimento. Com isso, quero lhe dizer, estimado leitor, que se não nos permitirmos à mudança de pensar, de viver, não é (não será) possível atingir o Equilíbrio, o que compreende, de fato, a Felicidade.

Muito além de passar horas meditando, adquirir uma roupa nova, ir em busca do amor da sua vida, comer e dormir de forma demasiada, a realização do ‘eu’ compreende-se em fazer tudo isso de maneira consciente. Não se deve negar que as contradições que a vida nos impõe às vezes nos chateiam, porque, obviamente, não é aquilo que imaginávamos ser o ideal, assim como numa segunda-feira chuvosa, onde acorda-se bem cedo para ir ao trabalho, o qual se fica sentado oito horas (ou mais), digitando e acompanhado intensamente a bolsa valores, (suponhamos), porém tem-se a consciência de que se passaram 6 meses de um forte seca, a qual fez o indivíduo da estória, trabalhar dobrado pelo fato dos preços de produtos agrícolas oscilarem facilmente. E aí? Odiar ou louvar a chuva? Pensando dessa forma, o que seria a perfeição?

Não basta apenas ver e ouvir, deve-se enxergar e escutar. Viver a vida de forma virtuosa possibilita muito além do estresse fútil cotidiano, lhe permite alcançar um estado de satisfação interior. Contudo, como foi chamada a atenção anteriormente, o primeiro passo é se permitir, e a filosofia é o caminho, aliás, é a própria filosofia. Como disse Immanuel Kant (1724 – 1804) “Não se ensina filosofia, ensina-se a filosofar.”

Talvez isso tudo seja uma besteira que não passe do sentimento de indiferença para com os outros, para consigo mesmo, para com o mundo e tudo se resuma em “deixa a vida me levar…”. Enfim, isso também depende somente da interpretação da realidade que cada um de nós faz. Sendo assim, ou não, o certo é que se o indivíduo se sente bem (fisicamente, psicologicamente, mentalmente…), com o tempo ele atinge o supremo estado metafísico: A empatia. Logo, se tornará um ser humano mais gentil, preocupado com o meio ambiente e com a natureza, interessado nos problemas sociais… Tudo isso, ou por meio disso, alcançando a realização interior.

Para finalizar gostaria de deixar uma frase de autoria própria: “Aprender a viver é viver em uma metamorfose constante, porém consciente”.

Sugestão; escute: Não me Acabo – Barão Vermelho

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Renan Peruzzolo

Reside em Concórdia - SC; Graduando de direito na Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC). Interessa-se por assuntos referentes à Ciência Jurídica, Filosofia, Ciências Sociais, Economia, Relações Internacionais, Geopolítica, História e Psicologia/Neurociência.

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