Simples Cidade, SimplesCidade… Simplicidade

Como traduzir ao contexto literário a unicidade da paz interior? Aceita fielmente pelo Arcadismo nascente, tal missão se procedeu de forma a empregar a unicidade do espaço ideal em palavras que, transpassando incontáveis questões urbanizadoras, mantiveram acesa a chama do equilíbrio homem-natureza.

Reconhecendo o fato de que, desde sempre, a conexão entre a vida humana e suas ações sobre o meio tem sido objeto poético em infinitos contextos, o triunfo árcade, de certa forma, transcende o momento histórico para remontar ao bucolismo campestre regido por um tempo que parece não escravizar os mortais.

“Sou pastor; não te nego; os meus montados
São esses, que aí vês; vivo contente
Ao trazer entre a relva florescente
A doce companhia dos meus gados”

(Cláudio Manoel da Costa)

Como exemplificado pela obra de um dos grandes nomes do período, a adoção da temática bucólica, ao adentrar um universo facilmente imaginado e capaz de ser recriado por todos, exercita os anseios individuais por um cotidiano pacífico cuja única atribuição se refere ao manejo agrícola. Assim, o Arcadismo expressa sua força sob a ótica do perfeito cenário, fazendo do homem o instrumento a guiar os frutos da terra e do ambiente rural. É a figura ímpar do pastor de ovelhas, reconceituada em poemas que, quando lidos na atualidade, evocam o efêmero, o momento, o real sentido da existência.

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Renan Schwingel

Nascido em 2001, atualmente cursa o Ensino Médio no SENAI Concórdia. Tem expressado seu interesse pelo aprimoramento da causa educacional ao atuar como Jovem Embaixador pela FIESC desde 2015, sempre acreditando no poder da liderança e da reflexão.

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