Sem luz no fim do túnel

Por Irys Guimarães¹

Acredito que o povo tinha tanta sede de mudança e direitos que agora não sabemos mais onde é o limite. E a típica frase “Mais vale um passarinho na mão do que dois voando”. Eram tempos bons quando, mesmo tendo o preconceito e a ignorância, tudo que queríamos era apenas o aceitar dos mais velhos sobra a questão do LGBT ou até quando lutavam por qualquer tipo de preconceito. O que me intriga é que em parte temos muitas lutas ganhas e queremos mais e mais. É um buraco que cavamos para o nosso caixão.

Não sou hipócrita ao dizer que não gostaria de satisfazer meus prazeres, mas se realmente posso satisfazê-los quem eu teria que prejudicar ou passar por cima para que isso desse certo? Alimentar nossos prazeres pode ser alimentar futuros monstros onde taxam com “normalidade” qualquer ação, por muitas vezes incrédula, em uma coisa natural.

Como ser humano temos que ser criados com valores, ética e princípios. E muitas vezes esquecemos que o prazer está em função da vida e não a vida em função do prazer.

Quebrar barreiras é necessário, agora quebrar barreiras impossíveis é o fim dos tempos. Estamos indo mesmo em direção ao paraíso ou para o inferno?


¹Irys Guimarães é aluna do segundo ano do Ensino Médio na rede pública de educação do Estado do Rio Grande do Sul. Este texto é fruto de uma avaliação individual do componente de Sociologia, cuja problemática convidava os alunos a se questionarem sobre os limites de uma vida que almeja o prazer.

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