Rotulação humana

Embala-me para o as pessoas, embala-me para a sociedade, embala-me para tudo, menos pra si.

O que dizer, o que ser em um sistema cuja forma é viver e ser um pacote de status, um ser adesivado aos conceitos do homem secular. Viver fora dessa visão é para muitos um padrão cavernal, que deseja destruir o segmento da sociedade moderna.

Não há planos no homem que de alguma forma desvia do caminho da cópia humana, essa vida não se planeja baseada no que os outros comem, se vestem, produz, constrói ou destrói. Na vida dos homens sem culpa, esses produzem suas próprias vontades, não se deixam ser levados pela mídia de escolhas iguais, se mantêm em seu próprio pacote único e prático de ser o próprio ser.

Raríssimo manter-se puro e limpo nessa nova sociedade compulsória por aceitação. Ser membro de uma sociedade que classifica o que você tem para ser o que não se é de fato, faz deixar muitos à beira do suicídio social. Isso se chama tempos modernos e podres, que determina a fraqueza de pensamento humano, o tornando fraco e copioso.

Podemos classificar uma nova doença do século. A rotulação humana.

Rotuladas assim é grande parte das pessoas, que giram em uma embalagem tola e fraca dos demais. Rotulados se baseiam na moda do consumo, na compra por impulso, na versão de um próprio eu, que não é verídico.

Rotulados se deixam levar pelo impulso da inovação pobre de consumo, se guiam por pontos cegos, apalpam a ignorância da mesmice; rotulados se abrigam em roupas, e talvez em corpos não desejáveis, em vestidos da moda, em calçados desconfortáveis. Usam assim mesmo, apertados e doloridos, para sentir-se estar introduzido a essa cadeia de status.

Rotulados deixam de viver o eu, para viver o mundo de outros, cabendo ou não na embalagem, sabendo ou não suas formas de condução. Comovidos pelos seguidores, a sociedade se deixa levar pelo monumento que se expõe belíssimo à primeira amostra.

Existem os que quebram essa barreira, rasgam pacotes, que não se deixam ser etiquetados, fogem dos padrões, se refinando, a se conhecer a si mesmo, você se baseia no que deseja ser? Ou no que os outros desejam que você seja?

Quebrar essa barreira e fabricar sua própria personalidade é fundamental para conhecer-se a si, jamais se deixe ser embalado pela opinião sobre o que você dever ser ou seguir. Viva no seu mundo, não no mundo que os rotulados desejam que você viva.

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Myra Soarys

Intensa. Provocadora e sabe o quer. Adora Literatura de cordel e música boa. É pintora e desenhista. De personalidade forte. Um pouco impaciente. Expõe seus pensamentos. Os mais sadios e os mais doentios.

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