Reflexão/Questionamento como meio efetivo de empoderamento

Todo ponto de vista é a vista de um ponto”. Leonardo Boff
Neste sentido, pensar o nosso dia a dia com todas as implicações que o acometem se torna mais suave e compreensível.

O nosso cotidiano está atravessado por diversas expressões da violência urbana, onde não conseguimos discernir onde começa, porque começa, para onde vai, enfim, fica impossível de entender!
Mas certamente, se refletirmos um pouco, podemos perceber que a violência urbana não se manifesta apenas através de disputas por pontos de tráfico de drogas, por práticas ilícitas, com o crime organizado, mas também com a precarização das políticas públicas, precarização dos serviços prestados, precarização de vida, precarização das relações, a falta de acesso a direitos.
E quando falo em precarização das políticas públicas, serviços e vida, não estou me posicionando em favor de um lado ou outro, penso que tanto governo, quanto sociedade civil tem responsabilidade frente a essas demandas, cada qual com o seu papel, seus posicionamentos, suas reinvindicações e estratégias.
O que me refiro, é que se torna fácil viver com verdades prontas, e apenas reclamar. O que estamos fazendo para mudar? Quem deve mudar? Como podemos mudar? Será que queremos mudar?
Talvez o caminho seja questionar mais que afirmar, e assim construir uma consciência crítica e reflexiva frente ao nosso cotidiano e seus atravessamentos. Precisamos aprender a pensar e repensar, a questionar, a se posicionar, a acreditar nas capacidades e potencialidades concernentes a cada um de nós, seres pensantes, consolidando e efetivando a nossa cidadania.
por Camila Anjos de Souza
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