Por uma escola mais humana

Boa parte de nossas vidas passamos na escola, na faculdade, em ambientes educacionais, que por vezes são rígidos, que tem conteúdos pouco significativos para a vida e que, nas palavras de Nietzsche “não possuem nenhum compromisso de manutenção com a vida.”

Seria muito necessário redefinir as escolas como sendo espaços de encontros e diálogos, onde há produção do pensamento e o mesmo tempo possamos chegar com consistência na vida dos alunos, por meio de uma postura parceiros de uma mesma caminhada.

Para termos uma escola humanizadora é necessário sairmos do status quo, onde há uma luta pela postura do menos esforço. É semelhante aquele tipo de pessoa que só murmura diante de um problema, e, ao invés de ir atrás de uma vela, amaldiçoam a escuridão.

Uma educação humanizadora implica em acolher o outro, como no ecumenismo. Ecumenismo é uma palavra utilizada no âmbito do convívio das religiões, mas, é estritamente útil quando percebemos a semântica dela. Ecumênico significa “casa comum,” significa ao invés de competir com o outro, perceber na humanidade dele a necessidade de entender que não pode existir disputas de egos, mas, deve ser como aquela amizade, na qual uma alma, inclina-se e faz reverência a outra.

A escola em sua perspectiva humanista deve entender que deixa marcas profundas na vida das pessoas. Então,  é fundamental nos preocuparmos com o que deixamos, com o que fazemos quando passamos pela vida dos alunos. Por isso se deve perguntar: Que marcas ficam quando vidas passam por nós?  O que nossos olhos mostram quando encontram com outros olhares? O que fica de nós?

A questão é que muitas vezes as pessoas prestam mais atenção não “no que dizemos,” mas, “como dizemos,” pois o que mais fica da mensagem é o mensageiro. É  então, que percebemos que uma postura humana nos ambientes de educação propicia criar pontes, encurtar espaços, amar o que não foi amado, curar a solidão não desfeita, dar um sorriso a quem negamos.

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Foto de perfil de Matêus Ramos Cardoso

Matêus Ramos Cardoso

Natural de Sombrio, Santa Catarina, 34 anos. Filósofo. Escritor. Palestrante. Especialista em Ética e Ciências da Religião. Pós-Graduando em Sociologia e Antropologia. Ênfase em Teologia da vida espiritual. Ênfase em Filosofia, nas áreas de Filosofia da Educação; Ética; Antropologia Filosófica; Filosofia da Ciência; Tópicos de Filosofia Contemporânea; Filosofia da Religião; Técnicas de Redação; Existencialismo, Pragmatismo. Ênfase Sociologia Clássica e Teoria Sociológica Contemporânea, Racionalização, Modernidade, Pós-modernidade, Contingência e Técnica. Ênfase em temas como: O papel do Professor; Compreensão e crítica do estilo de vida pós-moderno. A reflexão dos problemas de saúde mental sob a ótica da Filosofia e Sociologia. Reflexão sobre a morte. Os riscos da modernidade. Educação Contemporânea. A cultura do narcisismo. Sociedade do Consumo. A religião e o ateísmo. O trabalho na pós-modernidade. Possui 24 artigos publicados, 6 artigos escritos no ano de 2016 e em 2017 escreveu 2 livros, totalizando 4 livros escritos, mas não publicados.

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