O vazio na era da tecnologia

A tecnologia se desenvolve concomitantemente ao número de vezes que o ponteiro do relógio completa um ciclo. A partir disso, também eleva o número de pessoas com um vasto acesso a essa ferramenta (redes sociais, vídeo games, séries, filmes, etc.) que, por diversas vezes, causa uma espécie de transe no indivíduo, no qual influencia na sua forma de ver o mundo.

Independentemente da maneira que a evolução tecnológica nos proporciona um maior conforto, ela se desenvolve de forma mais rápida do que a maturidade do ser humano para lidar com esse mecanismo. Afirmo isso porque é extremamente perceptível o quanto as redes sociais se tornaram uma forma de alienação que hipnotiza o ser humano que passa horas a fio em contato com essas redes sociais (seja Facebook, Twitter, Instagram e afins).

Conforme ocorre essa evolução tecnológica, mais é a tendência dos livros serem deixados de lado e trocados por uma “time line” repleta de informações que não acrescentam em nada.

É fácil perceber isso ao analisar uma aula (de qualquer campo do conhecimento) do ensino médio, onde estarão vários adolescentes com seus smartphones, ao invés de prestarem atenção na aula; ou um restaurante em horário de jantar, onde podemos observar diversos casais que ficam cada um no seus aparelhos celulares sem o contato direto um com o outro.

É triste perceber o quanto isso afeta a vida em sociedade e o quanto nós nos isolamos. Estamos repletos de presença, mas isolados pela tecnologia.

Talvez estejamos matando o potencial de diversos gênios com esse avanço tecnológico irrefreável. Será que existirão novos Eisteins? Kants? Descartes? Da Vincis? O que esses indivíduos diriam se observassem o mundo hoje?
Questões não param de surgir. E quanto mais nós analisamos essa situação, mais estaremos fadados ao domínio dos smartphones.

Falta muitíssima reflexão de cada indivíduo, fazendo a seguinte pergunta: Quem controla quem? Eu controlo o aparelho celular ou o mesmo me controla?

Talvez em questionamentos assim comecemos (mesmo que pequena) uma mudança.

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Giovanni Novelli

Acadêmico de Filosofia pela Universidade Federal do Paraná. Preocupado com as questões éticas, políticas, econômicas e sociais da atualidade.

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