Não confunda discurso de ódio com liberdade de expressão

É triste você buscar tentar criar um diálogo com alguém, ainda mais um filósofo, e este argumentar dizendo que dívida histórica não existe. E ir além, usar uma série de pensamentos e falas preconceituosas para defender seu ponto de vista…

É entristecedor você ler algo de tão baixo teor mental e tão preconceituoso. Se bem que sempre desconfiei que o preconceito nasce a partir de atitudes e pensamentos de pessoas com total ausência de espírito filosófico e sem nenhuma atividade racional. E o racismo (palavra em si já preconceituosa) e os demais preconceitos são diretamente proporcionais com a estupidez de quem os profere. Sendo assim, desconfio que o autor dessa definição tenha menos atividade intelectual de caráter filosófico que uma couve-flor. 
Busco, no meu cotidiano, seguir o conselho de Le Blanc e fazer da filosofia um moderador das diferentes formas de pensamento e não conceituar a mesma como a polícia do pensar. Mas, diante de tais absurdos, é impossível não se apresentar. Porque dessas definições baratas surgem discursos de ódio que acabam se concretizando em chacinas. O preconceito é fruto de uma mente alienada, fechada em seus próprios conceitos e, na melhor das hipóteses, preocupada apenas consigo mesmo.

Existe um abismo que difere discurso de ódio de liberdade de expressão. Agora, ter a clareza suficiente de conseguir visualizá-lo nem sempre está presente nos interlocutores. E convenhamos que o anonimato da internet em nada ajuda a coibir falas e pensamentos que incitam o ódio social. Entretanto, espera-se que pessoas com formação acadêmica, ainda mais em filosofia, tenham a fineza de perceber tal abismo e consigam medir suas palavras. Não se trata aqui de manter discursos politicamente corretos ou que não tragam nenhuma crítica. Porque o discurso precisa dizer algo, precisa transmitir o pensamento e o sentimento do seu autor. Mas não deve de forma alguma incitar o ódio. É preciso aqui aprender com Epicuro, ter uma razão vigilante que nos aponte e esclareça sempre a diferença.
De minha parte é isso, espero que entendam que nem tudo é filosofia. Não é um diploma que dá legitimidade à tudo que decido falar. E tem coisas que é melhor eu nem conceber; e se por acaso as concebo, então devo calar-me para não passar vergonha…

PS. História ficcional com personagens ficcionais Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência.”

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