Música, efeitos comportamentais.

Música, novamente trago em pauta esse assunto dentre meus temas cotidianos, dessa vez quero colocar a posição da sociedade dentro de cujo assunto. Todos gostam de música, é claro,  temos gostos muito diversificados, mas por quê? Seguimos diferentes ritmos, buscamos coisas diferentes dentro da música, das letras, da excitação dos sons… Enfim, certo dia li algo sobre música que realmente me fez parar e pensar, qual o papel dela dentro de nossos gostos ou comportamentos, veio em mente a seguinte frase sobre a música…

“Combinação harmoniosa e expressiva de sons e como arte de se exprimir por meio de sons, seguindo regras variáveis conforme época e civilização”.

No meu último texto para o Filosofia do Cotidiano, relevei mais a relação da música com a filosofia, citei vários textos de pensadores importantes, que fizeram sua colocação sobre o efeito e objetivo da música para com a sociedade. Para que possam entender melhor recomendo a leitura. (A relação música/filosofia).

Voltando ao assunto música e efeitos comportamentais, tragos para os leitores textos citados por artigos de manipulação comportamentais gerados pela música e que nos apresenta um lado pouco estudado e conhecido pelas pessoas, pois ainda não sabemos por que, para que e como a música atinge a nós diretamente. Uma das teses defende que a música tem a capacidade de desencadear processos mentais involuntários de análise. Quando o cérebro consegue “adivinhar” a próxima nota ou a próxima sequência de notas de uma música já conhecida, isso gera um estímulo prazeroso no indivíduo e a medida que se executa o processo, há cada vez mais desejo de executá-lo.

Bebês recém-nascidos apresentam alterações comportamentais quando expostos ao som de músicas; haitianos entram em transe ao som de ritmos africanos; e militares parecem assumir postura mais agressiva em marcha ao som de cânticos de vitória.

Schullian e Schoen explicam que a música é capaz de nos afetar, mesmo sem que a letra seja sequer percebida: “Música, que não depende das funções superiores do cérebro para franquear entrada ao organismo, ainda pode excitar por meio do tálamo – o posto de intercomunicação de todas as emoções, sensações e sentimentos”.

Uma vez que um estímulo foi capaz de alcançar o tálamo, o cérebro superior é automaticamente invadido, e, se o estímulo é mantido por algum tempo, um contato íntimo entre o cérebro superior e o mundo da realidade pode ser desta forma estabelecida”.

Em uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, com mais de 500 estudantes, verificou-se que os que ouviram algumas músicas de estilos como Heavy Metal e rap com letras que enfatizam a violência, tenderam a interpretar palavras de uma lista previamente preparada no seu sentido mais violento. Por exemplo, a palavra animal, que é neutra, foi interpretada como algo pejorativo ou violento pelas pessoas que ouviram músicas desses estilos citados. Pessoas que ouviram músicas com letras menos violentas tendiam a uma interpretação mais branda.

Outras palavras, como rocha e vara, foram também interpretadas de forma agressiva. (Artigo original em: Música e manipulação comportamental).

Podemos citar inúmeros outros exemplos para que possamos entender a magia da manipulação musical, são tantas maneiras positivas e negativas para com a sociedade. Programação mental vai além da mídia, ou da doutrinação visual… A música tem tanto poder sobre nós que pode se tornar uma arma contra os fracos!

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Foto de perfil de Talison Tecchio

Talison Tecchio

Talison André Tecchio, natural de Concórda-SC nascido em 06/10/1998. Atua como colunista na área acadêmica do site e também como editor/produtor e organizador do canal do youtube filosofia do cotidiano.Formado como técnico em Agropecuária no Instituto Federal Catarinense (IFC) concórdia e atualmente cursando Medicina Veterinária no IFC- campus concórdia. Além das ciências naturais tem Interesses de leituras nas áreas de psicologia, antropologia e astronomia.

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