Minotauro: enfrentar ou fugir

por Rogerio Arão Severo Ramos.     

Minotauro é um mito Grego, que possuía cabeça de touro e corpo de homem, era filho de uma humana com um touro sagrado conhecido como touro de Creta. Criatura horrenda, assassina e sem controle. Então o rei Minos o prendeu em um labirinto, mas o rei era obrigado a colocar algumas pessoas no labirinto para serem sacrificadas e sempre que tentavam a fuga acabavam sendo devoradas.


Mas o que  representa e perpetua esse ser mítico nos dias passados e atuais? Por que agia desta forma? Não podemos esquecer a natureza humana deste ser na qual está contida homem, mulher e animal em sua gênese. E aqui entre a lucidez e a insanidade nos encontramos hoje, mais do que talvez em toda a história da humanidade, em confronto com nossa identidade; não declara-se mais guerras, mas  estamos todos perdendo para nosso monstro interior. E ele vive no labirinto de nossas emoções, ilusões, desejos egoístas e impulsos inconsequentes. Não é fácil percorrer o labirinto. Ou enfrentamos o Minotauro (ignorância e bloqueios ) ou nos perdemos no caminho de volta do labirinto (Desânimo, ócio, passado, negligência). Enfim, nosso consciente precisa domar esse ser irracional que habita em nosso interior e o labirinto é o símbolo das nossas dificuldades de enfrentamento e paradoxalmente é este caos existencial que dá sentido à vida. 

Na mitologia grega Minotauro é derrotado pelo herói Teseu que com coragem percorreu o caminho desafiador. Confiante, humilde e ciente de suas virtudes pediu ajuda para sua amada Ariadne que lhe entregou um “fio dourado” para quando entrasse no labirinto pudesse ir marcando o caminho de volta, e  após ter derrotado Minotauro Teseu voltou com segurança. E o fio de Ariadne  representando a luz Divina de nossas decisões, reverterá em sabedoria diária em nossa existência. Hoje devemos ter atitudes de Teseu e Ariadne, atestar legitimidade às atitudes éticas individuais e coletivas como esta iniciativa da “filosofia do cotidiano,” devemos percorrer o deserto das indiferenças, atravessar o a aridez da ambição desmedida e finalmente poderemos derrotar nossos Minotauros internos e retornar com a segurança do “fio dourado” à nossa pureza de intenções.  
Texto elaborado e baseado no Mito Grego Minotauro da revista ” O Rosacruz “. 
      

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