Jamais apague a luz do próximo. A sua pode queimar…

Sempre existe o lado que se dedica a tacar a pedra no campo iluminado do próximo. Cuidar das suas próprias lamparinas parece descartável, parece tão pouco importante.

Ou seria de tal forma um aumento da vaidade do ego, em que nada mais pode ser maior que o próprio eu, nada mais poder se submeter a passar por cima de si?

Esse tipo de pessoa e relação encontra nesses ataques uma forma, uma solução desviada de sempre se submeter a está por cima, se manter o único ser aceso. Fazer com que os demais se tornem seres de luzes apagadas sem acesso ao brilhantismo próprio é uma covardia. Cada um qual tem o seu foco, e necessariamente o seu fulgor.

Seria pleno e convidativo do ser humano apreciar a luz do seu vizinho, aprendendo com ele como se manter aceso, e não ataca-lo como um inimigo.

Nunca se sabe o quanto duradouro seu foco será. De tanto desejar atacá-lo poderá ficar na sua própria escuridão, queimando-se a sua luz e morrendo na vastidão do nada.

Apagar luz do convizinho para muitos é ter mais acesso a sua. De tal ponto dessa imbecialidade que mal percebe que a sua pode queimar e ser corroído pela sua covardia de desvio.

Cada um na sua existência tem sua lâmpada interna, cujo poder de duração de brilho vai depender dos seus cuidados manuseio e dedicação. Não adianta tacar pedras na lamparina do seu vizinho se o desejo que a sua fique acesa, se nem ao menos você se comprometeu a por a sua luz á mostra.

Acaba-se um mundo cheio de estilhaços de luz, sem caminhos a enxergar devido a pessoas que insistem em atacar, somente em atacar.

Não importa se você “fluoresce” ou “incandesce”. Existe na sua natureza uma luz própria que sabe o ponto certo a iluminar. Jamais ataque o brilho do seu próximo, pois no amanha você poderá necessitar das brechas de luz para conseguir enxergar as suas…

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Foto de perfil de Myra Soarys

Myra Soarys

Intensa. Provocadora e sabe o quer. Adora Literatura de cordel e música boa. É pintora e desenhista. De personalidade forte. Um pouco impaciente. Expõe seus pensamentos. Os mais sadios e os mais doentios.

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