Ideologias em Choque – Uma breve reflexão ilustrativa sobre a alienação

Ideologia
Compositor: Cazuza/Roberto Frejat
Meu partido

É um coração partido 
E as ilusões estão todas perdidas 
Os meus sonhos foram todos vendidos 
Tão barato que eu nem acredito 
Eu nem acredito 
Que aquele garoto que ia mudar o mundo(Mudar o mundo) 
Frequenta agora as festas do “Grand Monde”

Meus heróis morreram de overdose 
Meus inimigos estão no poder 
Ideologia 
Eu quero uma pra viver 
Ideologia 
Eu quero uma pra viver
O meu prazer 
Agora é risco de vida 
Meu sex and drugs não tem nenhum rock ‘n’ roll 
Eu vou pagar a conta do analista 
Pra nunca mais ter que saber quem eu sou 
Pois aquele garoto que ia mudar o mundo(Mudar o mundo) 
Agora assiste a tudo em cima do muro
Meus heróis morreram de overdose 
Meus inimigos estão no poder
Ideologia 
Eu quero uma pra viver 
Ideologia 
Eu quero uma pra viver

A música remete ao indivíduo jovem de coração puro que almeja uma sociedade ideal, mas que ao passar do tempo percebe que a sociedade o corrompe.
Em tempos de ‘crise’ me vem à seguinte reflexão: O que é crise? O mundo todo voltou-se a essa questão quando a mesma tomou dimensões econômicas! Oras, a crise está aí desde que a moeda (dinheiro) transformou-se de necessidade social para objetivo de vida, ou seja, acúmulo de bens.
Façamos uma comparação, meramente ilustrativa, por exemplo, sobre a funcionalidade no âmbito da saúde em uma (1) Sociedade Capitalista X (2) Sociedade Socialista:
1. Uma sociedade baseada extremamente na meritocracia, onde quem tem condições paga plano de saúde privado, enquanto a saúde pública é desmoralizada, inicialmente, justamente para persuadir o cidadão de que “pagar é qualidade de vida”, posteriormente, de fato, não há investimentos, pois não favorece a quem interessa.
2. Como a denominação já diz por si, visa-se o bem estar social. Neste caso, consequentemente, haverão políticas públicas que satisfaçam as necessidades do povo.
Agora, faça uma “forcinha” e analise comigo. Se na sociedade socialista todos ganham de forma uniforme, mas em contrapartida há retorno dos tributos por meio de boa saúde, no caso do exemplo; e na sociedade capitalista além de se pagar impostos, naturalmente, há de ser ‘preciso’ que se tenha plano de saúde privado para suprir as necessidades, mesmo que se tenha uma renda satisfatória, no final do processo, há divergências? Isso só prova que, independente do que se acredita, o indivíduo ‘vive’ alienado.
Um ‘argumento’ que percorre a “boca do povo” corriqueiramente, é o seguinte: “Oras, na sociedade socialista não tem ‘graça’! Todo mundo tem as mesmas coisas…” Sejamos coerentes de admitirmos que o capitalismo faz o mesmo. Suas indústrias com o velho sistema de Henry Ford (Fordismo), fabricam inúmeros produtos em série. Basta entrar em uma loja de calçados e verás prateleiras com produtos idênticos de cima a baixo.

O dinheiro nos corrompe. Feliz é aquele que sabe o valor do mesmo e encontra a essência da vida em seu próprio ser. De acordo com José ‘Pepe” Mujica: “Pobres não são aqueles que têm pouco. São aqueles que querem muito. Eu não vivo na pobreza, vivo na austeridade e na renúncia. Preciso de pouco para viver.”

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Renan Peruzzolo

Reside em Concórdia - SC; Graduando de direito na Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC). Interessa-se por assuntos referentes à Ciência Jurídica, Filosofia, Ciências Sociais, Economia, Relações Internacionais, Geopolítica, História e Psicologia/Neurociência.

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