Frutas podres por conformismo

Tão bom permanecer no meu lugar; esse aqui vejo e revejo os horizontes, parece tão bom o balaço que o vento me faz. Não tenho medo de cair. Como se minha força fosse durar para sempre, como se o que me faz permanecer fixa fosse eternamente uma proteção contra qualquer ato meu. Tão bom não ter preocupações, isso sendo um erro meu, me reatando ao caos da minha prostração.

Outros ao avesso caem, não querendo permanecer eternamente ou decaem da pior forma, apodrecendo-se sem saber o seus atributos de sabor a complemento.

Muitos não se balançam a ponto de serem vistos. Muitos não se sacodem para percorrerem o seu destino. Agarrar o mundo através de seu movimento, sair do conformismo. Porém, muitos saem no ponto tardio, quebrando-se a virar fruta podre.

Cada qual a sua forma, uns se conformam em ser a fruta vistosa da árvore, mas permanecem nessa forma impedindo de ser reconhecida pelo seu sabor. Acham elas que isso se torna ganho, no entanto existe a necessidade de serem apreciadas.

O medo da “mordida social” é um julgamento das suas peculiaridades. Contudo, se deixar pendurar para sempre é um apodrecimento que se faz a si mesmo por receio a julgamentos de raízes vizinhas que sempre tendem a “meter o galho” em seus projetos.

Permanecer fruta podre é opcional. Ser um cardápio produzido pela sua capacidade de teor rendoso é um ganho a si.

Perceber o quanto vale permanecer na arvore é importante. Saber encontrar o ponto certo de si mesmo e despendurar-se dos galhos é mais importante ainda.

Existe o prazo de ficar “pendurado” e o limite para conquistar os seus projetos. Então “derrube-se” e sinta os seus atributos.

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Foto de perfil de Myra Soarys

Myra Soarys

Intensa. Provocadora e sabe o quer. Adora Literatura de cordel e música boa. É pintora e desenhista. De personalidade forte. Um pouco impaciente. Expõe seus pensamentos. Os mais sadios e os mais doentios.

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