Folclore: preservar é viver

Sabe-se que a oralidade, enquanto ferramenta de perpetuação do imaginário, tem fundamental importância na construção da memória coletiva de um povo. Ao aglutinar memórias que, em geral, dizem respeito às noções de mundo existentes em determinada localidade, a transmissão oral caracteriza-se como espelho de ideias e saberes enraizados no imaginário popular – logo, é possível afirmar que o termo folclore é o principal elo de ligação entre as atuais gerações e seus antepassados, estabelecendo dependência mútua no que tange aos conhecimentos empíricos.

Considerado uma ponte entre perspectivas originárias do passado e anseios percebidos na atualidade, o folclore é detentor de caráter singular por sobreviver às intempéries impostas pelo tempo – seja através da língua, dança e/ou  de personagens ligados aos aspectos da realidade em questão – os quais, adaptados à chegada da modernidade, seguem integrando um sistema de práticas populares, as quais tendem a apresentar traços específicos em cada região de um país.

Entretanto, residem em muitas mentes questionamentos acerca da preservação das raízes folclóricas – em tom de naturalidade, sua importância é frequentemente alvo de divergências que, em sua maioria, decorrem das várias interpretações destinadas aos elementos que compõem tais raízes. Diante disso, torna-se inevitável que preocupações acerca da manutenção do folclore ganhem força, especialmente em períodos onde, a exemplo do que hoje presenciamos, o emprego errôneo da tecnologia sobrepõe-se ao estudo detalhado da própria história – análise vista como essencial para o progresso de todas as sociedades.

Tendo em vista a necessidade de promover a conscientização referente a esta temática, é nítido que o caminho para perpetuar a identidade coletiva se baseia na exposição do tema como poderosa arma no fortalecimento do equilíbrio social. Dessa forma, será possível trazer à tona a compreensão de que as raízes já mencionadas norteiam volumosa sabedoria que, indiscutivelmente, influencia o meio onde vivemos e nos oportuniza repassar às futuras gerações o legado de nossos ancestrais.

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Renan Schwingel

Nascido em 2001, atualmente cursa o Ensino Médio no SENAI Concórdia. Tem expressado seu interesse pelo aprimoramento da causa educacional ao atuar como Jovem Embaixador pela FIESC desde 2015, sempre acreditando no poder da liderança e da reflexão.

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