Da comodidade ao conformismo: Passividade diante aos Problemas.

Primeiramente largue o que está fazendo, mas não se acomode, pois nesse texto você irá entender o quanto isso é ruim. Vamos lá, meu caro leitor, farei aqui uma breve introdução acerca de algo que vem me chamando atenção há muito tempo, trata-se de um dos males de nossa situação de vida atual, a comodidade de espírito. Quando falo em comodidade de espírito quero tratar de um dos fatores essenciais para nossa motivação cotidiana vital, a força de vontade. A força de vontade é o leme que conduz nossa vida e nos faz navegar em busca de nosso sonhos, mas num tempo de valores invertidos a comodidade tomou conta de nossas vidas nos tornando passivos diante aos problemas, e irei abordar qual a relação disso quanto ao conformismo instaurado e a passividade diante aos nossos problemas

Como de praxe, irei iniciar pela etimologia da palavra para que tomamos um mesmo sentido de entendimento quando falamos de comodidade: Do Latim COMMODUS, “adequado, conveniente, satisfatório”, de COM, “junto”, mais MODUS, “medida, maneira, jeito”. Seria basicamente o sentimento de satisfação ou impotência que inibe o desejo de evoluir ou impede uma ação iniciativa.

O satisfatório pode parecer algo bom, um meio a se adaptar aquilo que nos é fornecido sem o desejo de algo mais, mas quando falamos em comodidade de espírito não se trata de algo bom. A nossa vida carece de motivos, de mudanças e recomeços. Jamais devemos nos prender na satisfação, pois assim a face do cotidiano nos coloca no modo automático, nos cega para as coisas mais simples e necessárias para a vida plena. Comodismo nos prende baseado na perda da força de vontade, na resistência do novo e do melhor. Provavelmente você já ouvi aquela famosa frase: “Para as coisas derem certo precisamos sair de nossa zona de conforto”, e nunca foi tão atual quanto ao tempo em que estamos vivendo. Reclamamos da vida, do governo, das pessoas, do trabalho, políticos, da infelicidade, do nosso dia dia… Mas agora te pergunto, o que você faz pra mudar isso? Todo mundo passa por isso, há aqueles que se prendem na comodidade e no conformismo e há aqueles que tentam mudar isso. A comodidade é um dos males do nosso século, pois a parcela da população em que não apenas fala, mas corre atrás da mudança é extremamente baixa, tornando a possibilidade e mudança difícil, caso contrário as manifestações seriam de algum efeito, não acha?

O que nos cabe é a reflexão acerca do motivo da nossa passividade a frente dos problemas, não se opor será sempre pior. A inquietação é essencial, os questionamentos idem. A felicidade deve ser inalienável, direito fundamental de todo cidadão. E é pela busca deste estado de espírito que precisamos nos mexer mais, lutar mais e acreditar nas possibilidades.

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Talison Tecchio

Talison André Tecchio, natural de Concórda-SC nascido em 06/10/1998. Atua como colunista na área acadêmica do site e também como editor/produtor e organizador do canal do youtube filosofia do cotidiano.Formado como técnico em Agropecuária no Instituto Federal Catarinense (IFC) concórdia e atualmente cursando Medicina Veterinária no IFC- campus concórdia. Além das ciências naturais tem Interesses de leituras nas áreas de psicologia, antropologia e astronomia.

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