Capacidades Humanas, somos sensitivos inatos?

Humanos, seres tão inteligentes, tão frágeis fisicamente e até psicologicamente, que vivem para satisfazer seus desejos e sonhos, que estudam, trabalham, procriam e morrem. Seria assim tão simples esse ciclo? No presente texto, gostaria de mudar algumas perspectivas que temos acerca de tal assunto, caro leitor, não pretendo instigar apenas uma crise existencial rotineira, pretendo instigar a você pensar em qual sentido a nossa vida nos leva e como isso pode estar ligado diretamente aos nossos sentidos, pensamentos e as nossas capacidades, pondo em pauta a mente humana e suas capacidades sensitivas.

Estudos científicos apresentam “mente” como a interação de manifestação do cérebro, estudos atuais através de ressonâncias, tentam explicar como funciona a mente e como se processam as emoções, pensamentos e o raciocínio. Mapeamentos cerebrais podem explicar o que estamos pressentindo, ou até explicar como o cérebro arquiva a memória. Mas até hoje, qual é a explicação daquilo que vai além dos 5 sentidos principais? Sabemos que a capacidade humana não se restringe àquilo que a ciência explica e existe vários exemplo apresentando a nós como capacidades “sobre humanas”, onde algumas poucas pessoas possuem capacidades anormais desenvolvidas, algumas capazes de serem notadas e até de mudar tudo aquilo ou aqueles que estão a seu redor, podemos apresentar vários exemplos: Médiuns, telepatas, sensitivos, empatas, sinestesistas…

Essas características não são algo que se aprende, ou você é sensitivo ou não é, são capacidades humanas inatas, ou seja, você nasce com elas e desenvolve durante sua vida. Inato, no cartesianismo, significa que se origina da mente sem qualquer mescla com a experiência sensível, nem influência da imaginação criadora. Podemos ser sensitivos sem saber. Contudo, vamos indagar um pouco a significação cartesiana, da qual diz que a experiência sensível não influencia. Posso lhe afirmar, leitor, todo temos um lado sensitivo, porém a capacidade de identificá-lo é o que nos torna especiais. Poucas pessoas conseguem entender seu próprio lado sensitivo, muitas vezes pensamentos que não passam de um instinto ou um vago pressentimento para alguns, se trata de uma mensagem clara para outros que já desenvolveram a capacidade e sabem perceber quando tal “mensagem” se manifesta, talvez coisa que nossa mente queira nos dizer.

Existem explicações que dizem que um ser sensitivo possui tal capacidade graças a mutações em alguns genes específicos, porém há poucos estudos atuais sobre tal assunto. Outros casos, a falta de um sentido amplia a capacidade de outro, como exemplo, um cego que pode possuir uma audição ou olfato melhor que o normal. O desenvolvimento dessas capacidades é muito relativo, já que se trata de algo muito pessoal. Existem diferentes tipos de capacidades sensitivas, como já apresentadas, e se você for sensitivo provavelmente sabe do que estou falando. Posso lhe dizer – por experiência própria – que um ser com tal capacidade precisa descobrir aquilo que lhe é atribuído, assim, por conseguinte, procurar o melhor modo para desenvolvê-lo. Uma pessoa que se desenvolve, pode ter um poder muito grande, podendo assim controlar melhor suas emoções e servir melhor naquilo que atua, inclusive em alguns casos sendo muito úteis a ajudar as pessoas, aos animais e a natureza, exemplo claro de um empata.

Os empatas têm uma grande afinidade com a natureza e animais, são afetados de modo emocional se o mesmo não estiver ao seu alcance. Pessoas que possuem grande papel como guardiões dos animais e da natureza. Sensibilidade essa que afeta diretamente no sentimento/emoção e intuição do sensitivo. É um dom de poucos, certamente, mas essas oscilações ocasionadas ao empata afetam a todos aqueles que o cercam, de certo modo. Os Empatas têm uma tendência para sentir abertamente mais o que está fora do que está dentro deles. Isto pode fazer com que os Empatas ignorem as suas próprias necessidades. São inclinados a tomar sentimentos alheios e projetá-los de volta, sem perceber a sua origem em primeiro lugar.

Talvez você esteja pensando que tudo isso se trata de papo furado, ou não crê em super sensitivos, mas é só olhar ao seu redor e verá que existem humanos que simplesmente nascem com dons inexplicáveis. Você pode conhecer um mendigo que não sabe ler e escrever, mas que é um excelente músico. Pode conhecer aquela pessoa que mesmo sem lhe conhecer consegue ler sua vida bem facilmente e que consegue se abrir e revelar todos seus problemas e angústias como questão de confiança, ou até mesmo aquelas pessoas que têm uma grande afinidade com um esporte sem mesmo ter jogado antes… Muitas delas são exemplos de pessoas que possuem capacidades inatas, nascem com elas, sem explicação nenhuma.

Caro leitor, busque conhecer a ti mesmo, procure aonde você se “encaixa” e quais são seus dons. Reveja aquilo que sente além dos 5 sentidos primordiais. Talvez você possa ser sensitivo, mas tem medo. Precisamos pensar mais naquilo que sentimos, dar valor aos nossos sentimentos e sensações, talvez seja isso, uma porta para a evolução da mente humana!

Imprimir

Compartilhe:

Foto de perfil de Talison Tecchio

Talison Tecchio

Talison André Tecchio, natural de Concórda-SC nascido em 06/10/1998. Atua como colunista na área acadêmica do site e também como editor/produtor e organizador do canal do youtube filosofia do cotidiano.Formado como técnico em Agropecuária no Instituto Federal Catarinense (IFC) concórdia e atualmente cursando Medicina Veterinária no IFC- campus concórdia. Além das ciências naturais tem Interesses de leituras nas áreas de psicologia, antropologia e astronomia.

  • Ana Carolina Seffrin

    A questão oferece brecha para muita reflexão – particularmente e, desde já, parabéns pelo texto. A começar por algumas coisas que relato: minha avó morreu há uns dois anos atrás; meu pai me ligou. O Gaspar, meu gato, após eu desligar o aparelho, pulou em meu colo – coisa que nunca o faz – e delicadamente pousou a cabeça em uma de minhas mãos, enquanto a outra estava lidando com as lágrimas. Recentemente tive uma crise de cólica resultante de um problema sanguíneo e o Sky, o gato mais novo, simplesmente deitou-se de concha em meu ventre – enquanto eu pensava em preparar uma bolsa de água quente. Shakespeare já diria que há mais coisas entre o céu e a terra do que nossa vã consciência possa imaginar. Somos sim sensitivos e não é em vão que o inconsciente disse tanto a Freud e à medicina moderna. Forte abraço, colega. E continue e diga o mesmo que dissestes: não temam. O que somos ou deixamos de ser? E temer? São duas combinações cujo intelecto não poderia ser capaz de admitir.

    • Talison Tecchio

      Agradeço o comentário Ana! Existem coisas que nossa “percepção racionalista” não consegue entender ou explicar, mas abre-se a porta para nos apegarmos ao nosso lado sensitivo. Seria um “despertar” para nosso maior entendimento do cotidiano.

Pular para a barra de ferramentas