Atualidade do Manifesto Comunista

Os escritores alemães, escreveram a respeito do espectro que rondava a Europa, este que eles concebiam como o movimento comunista, vindo como reação social às transformações sociais oriundas do capitalismo, que devastara famílias campesinas por meio das leis no molde de cercamento, do Estado inglês e os obrigara a entregar sua força de trabalho ao trabalho agrário, este que era abusivo pela classe patronal ou o trabalho industrial que obrigava a trabalhadoras e trabalhadores a se empenharem em jornadas de trabalho que poderia alcançar dezoito horas diárias.
“Todos os poderes da velha Europa unem-se, para conjurá-lo: o papa e o czar, Meternich e Guizot, radicais francês e policiais alemães” (Marx e Engels) o processo de avanço das forças pró-burguesas, na América Latina e Europa vem repetindo este processo do século XIX, em que os movimentos políticos pró trabalhistas vem sendo atacados por governos, nos quais encontram-se cada vez mais fragilizados na defesa da classe trabalhadora, na França, a repressão policial vem se intensificando contra manifestantes que saem às ruas para se posicionarem contra a revisão das leis trabalhistas locais.

A demonstração de interesses antagônicos no âmbito das economias nacionais, entre trabalhadores e a classe empresarial, vem reforçando a luta de classes, o modelo desenvolvimentista da década passada e em notável experiência na América Latina, no qual houve uma perspectiva da conciliação de classes no âmbito do Estado vem mostrando o seu fim, com o decréscimo das taxas de lucros do setor financeiro e da crise norte-americana em 2008, os gestores públicos demonstraram a necessidade de criar medidas orçamentárias que diminuíssem os custos do Estado para com as classes populares e entregasse tais recursos na forma de crédito para o setor empresarial, reforçando a ideia de que o Estado é o comitê executivo da burguesia.

Marx e Engels se empenham em escrever que tal ascensão da burguesia desde os tempos da idade média, na qual ela dera seus grandes avanços desde o século XII, só foi possível pelo paulatino desenvolvimento político da burguesia nacional de cada país, estas que dantes fora organizada em comunas autogestionadas e militarizadas, foram propondo um modelo econômico à margem da produção dos senhores feudais, a auto-organização, criação de pequenos centros políticos, que mesmo independentes sejam interligados entre si é algo defendido por Marx como modelo de luta contra a classe dominante vigente; as esquerdas se organizaram em ideais partidários que não compreendem a complexidade do avanço da burguesia a nível internacional, estes setores pró-proletariados devem criar organizações representativas aos trabalhadores que os viabilizem um modelo econômico paralelo ao atual e os incentive e os ensine a lutarem em via política e armada contra o Estado que planeja o avanço burguês em detrimento das condições de vida e trabalho do proletariado.

“A burguesia, onde ascendeu ao poder, destruiu todas as relações feudais” este trecho escrito por Marx e Engels indica que houve uma agenda política internacional dos burgueses com o fim da criação de uma economia internacionalizada, em que se relaciona no âmbito do mercado, a classe oprimida, a vítima de opressão na sociedade moderna é a classe de trabalhadores, que vem sofrendo uma agenda política nociva para si em Polônia, França, Grécia, Brasil, Argentina e na Índia, na qual os movimentos locais podem criar redes de comunicações internacionais com o fim de desenvolver agendas de lutas unificadas.

Os autores do manifesto tratam da mundialização dos mercados, onde economias nacionais tendem a usurpar recursos de outras nações, a exemplo do Brasil em que o governo atual permite a desnacionalização da economia, entregando o controle produtivo de suas riquezas naturais ao setor financeiro americano, norueguês e inglês, que permite que o pré-sal, recurso no qual é de grande valia no mercado seja comprado por outros Estados a 48% abaixo de seu valor de mercado, países mais desenvolvidos tem por tendência submeter a outras regiões a dependência econômica perante ao seu sistema financeiro.

Em síntese, o capitalismo desde a sua falível missão de recuperar seu sistema financeiro e do não alcance das taxas de lucros existentes até nove anos atrás, tende para equilibrar suas contas, a realização de cortes de direitos trabalhistas em distintas regiões do planeta, no modo que o ataque ao setor trabalhista é internacionalizado, este pode reagir em uma agenda unificada, propondo ações políticos em dias nos quais a tarefa seja comum a estas regiões, cabendo uma representação direta entre trabalhadores e instituições políticas, com o fim de romper com o corporativismo do controle sindical, assim propondo uma autogestão de trabalhadores que democratizem o poder político entre os membros da classe.

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