Atrevidamente insano

“Inquietados internamente ou externamente. Não sabemos  ser corajosos na razão, não sabemos esvaziar nossos projetáveis sonhos, e projetá-los na mesa farta do senso. É um medo que decai, quando tudo aparenta ser tudo certo mediado às cordialidades das razões.

Quando nos enlouquecemos, a insanidade nos toma conta, e nos faz liderar os piores esquemas. Faz-nos corajosos, nos atrevendo a fazer o improvável.

Quando nos enlouquecemos sadiamente nos curamos de certa forma de uma doença chamada valentia da razão, tal doença nos faz aceitar somente coisas feitas racionalmente, tais quais elas nos fazem ser certamente pessoas encubadas, pessoas mantidas no seu reservatório. Um lugar privado de ousadia, um lugar sem expectativa abusiva.

Será uma forma de proteção consigo mesma? Ou será medo do incerto irracional? Medo do que talvez não se concretize. Porém, e se não tentarmos? Como saber se tais projetos, sonhos, caberão em nossas bagagens? Eu te falarei, mas não com toda certeza do meu mundo. Eu não tenho as certezas prontas e servidas, somente tenho incertezas e vontades que alimentadas me fazem tentar enlouquecer por elas (sonhos).

Os loucos nada fazem pertencer os seus pensamentos as mentes racionais, vamos esclarecer que os enlouquecidos aqui citados não especificamente residem em um manicômio. O manicômio aqui produzido é existencial, é vasto e pertence a quem ousa ser maluco beleza.

Voltando ao assunto simples e fácil, fazendo-a!

Dando a cara ao tapa, a murros talvez, quem sabe a golpes de faca. Hum… facadas doem! Usa-se band-aid para cobrir os acasos amargos sem fins de notoriedade. Claramente tudo tem erros, falhas, mas se não há falhas não há aprendizados. Não nascemos preparados a andar, falar. Entre quedas, caminhos se formam. E são nos pequenos rangidos mastigados relatados falas, que a primeira sinfonia esbraveja de nossas bocas. Claro não é mil maravilhas, mas nada se inicia dos mil, são zeros que no final se bem trabalhado tornam-se mil…

Então vamos! Curve-se e beije os pés da loucura e sirva-se desse contato. Sinta-se livre”.

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Myra Soarys

Intensa. Provocadora e sabe o quer. Adora Literatura de cordel e música boa. É pintora e desenhista. De personalidade forte. Um pouco impaciente. Expõe seus pensamentos. Os mais sadios e os mais doentios.

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