Arrastando-se pela vida

Aquele medo de cair e nunca encontrar uma forma de levantar-se. O medo de cair e nunca encontrar um apoio.

Quem nunca caiu, provavelmente anda se arrastando pela vida, eis que a dor da queda é gritante, mas existe vitória e ganho maior de quem cai e levanta-se com entusiasmo, uma geração que sabe o valor da sua queda, dos seus fracassos.

Dor maior é perceber que caiu e mesmo assim, sem atitudes sobre si, continuar a se arrastar, mantendo-se cicatrizado por suas atitudes inválidas.

Essa geração, caída no tempo, se mantendo no solo feito rocha ou feito uma pequena pedra solta da terra que se arrasta, e nunca sabe encontrar uma manivela para se erguer.

Existe uma geração fraca em que se decai submetido a permanecer no solo, nem cultiva raízes de ganhos e nem gera frutos de sucesso, assim eliminando sua presença no mundo, na vida. Gera nesses uma desculpa de manterem-se protegidos de outros tapas da vida, preferindo arrastar-se suavemente pelo solo da desculpa, criando em si cicatrizes de insucesso.

Nunca levantar-se é uma proteção, entretanto beijar o solo eternamente é engolir terra para o próprio enterro. Contudo, isso unicamente o faz um ser humano fraco que se julga com cautela em demasia para não entrar em frustração novamente, está a viver na maciota de nunca desdobrar os joelhos e fazer dar certo as suas pretensões; é uma desculpa fracassada de uma geração corrompida pelo “medinho” básico da ruína.

Existem os “senhores peito de pombos”, erguidos, nariz empinado, cuja formação é metidamente vinculada a serem somente os senhores que nunca caem do pedestal, mas e se não houver quedas? Como esses reagiriam? Se manteriam nesse alto zelo de proteção pela vida como uma breve sensação de cuidado?

Mal sabem esses que isso seria o pior fracasso cometido.

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Myra Soarys

Intensa. Provocadora e sabe o quer. Adora Literatura de cordel e música boa. É pintora e desenhista. De personalidade forte. Um pouco impaciente. Expõe seus pensamentos. Os mais sadios e os mais doentios.

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