A relação música / filosofia

Caros amantes da música, que como eu, através dela busca tudo o que precisa como a alegria no samba, a inspiração e euforia no rock, reflexão na letra de um rap, a sutileza da música clássica, a “sofrência” no sertanejo ou até cultura nas músicas tradicionalistas… Enfim, todos sabem o quanto a música afeta nosso cotidiano, o quanto ela é importante para nós e como influencia sobre o modo de pensar e de viver, por exemplo, o quanto lhe faz bem escutar aquela música que mais gosta logo cedo, da um ânimo para o dia, não é? A música está atrelado aos sentimentos, à metafísica e também à filosofia.

Mas se tratando de filosofia, o que relaciona tais coisas? Vamos começar falando da importância da música na visão dos importantes filósofos.

A Filosofia sempre buscou entender a música. Já em seus primórdios, na Grécia Antiga, Pitágoras de Samos mostrava seu encantamento com os intervalos musicais e sua relação com as formas puras da Matemática, além de seu efeito sobre a psique humana (o que, mais tarde, também atraiu Aristóteles). Platão, um monolito do pensamento ocidental, dedicou grande parte d’A República enunciando sobre o papel da música na manutenção da ordem social.

A importância da música na filosofia de Arthur Schopenhauer, por exemplo, eleva a música à “magna arte”. Com isso, ela assume um papel de extrema importância na sua filosofia. Tomando como base a terceira parte do livro “O Mundo Como Vontade e Representação” (1819). A música é vista por Schopenhauer como a arte que nos sintoniza com o Universo, que se dá através do som – matéria-prima da música – que é a mais elementar das manifestações humanas.

Conforme afirma Nietzsche “A música nos oferece momentos de verdadeiro sentimento”, pois “Só a música colocada ao lado do mundo pode nos dar uma ideia do que deve ser entendido por justificação do mundo como fenômeno estético”. Percebe que “A vida sem a música é simplesmente um erro, uma tarefa cansativa, um exílio”

Por incrível que pareça a música e a filosofia andam juntas nos seus sentidos, “compor música é envolvida a associação de ideias musicais ou de letras” e assim como na filosofia, busca-se impor seus significados, ideologias, e trazem palavreados para isso… Há quem diga que a música foi criada para isso!! Sei que com os tempos as músicas mudam e os gostos também, mas o maiores clássicos trazem consigo a representação de sua visão, de seu tempo, um claro exemplo seria Raul Seixas? Cazuza? Jimi Hendrix? Bob Marley?  Gonzaga? Todos são ícones que trazem na sua a música acerca de algo bom ou ruim que os cercavam, é só lermos suas letras. Com a contemporaneidade vemos umas mudanças lamentáveis sobre o que realmente a música transmite, estamos perdendo o sentido por trás dos arranjos eletrônicos levando assim o erro do primordial. Mas se nutre seu gosto e atua na sua vida já participa no papel que a filosofia estuda como a psique, a ordem social e as manifestações humanas.

Deixo para concluir a frase de Aristóteles, que, deveras, apresenta seu significado primordial.

“A música é celeste, de natureza divina de tal maneira que encanta a alma e eleva acima da sua condição”.

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Talison Tecchio

Talison André Tecchio, natural de Concórda-SC nascido em 06/10/1998. Atua como colunista na área acadêmica do site e também como editor/produtor e organizador do canal do youtube filosofia do cotidiano.Formado como técnico em Agropecuária no Instituto Federal Catarinense (IFC) concórdia e atualmente cursando Medicina Veterinária no IFC- campus concórdia. Além das ciências naturais tem Interesses de leituras nas áreas de psicologia, antropologia e astronomia.

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