A morte, máxima expressão da vida.

Desde os primórdios da humanidade, a morte é cercada de mistérios e rituais; o fascínio da raça humana pelo final da existência terrena gera inúmeras perguntas, normalmente sem resposta.
Sabe-se, entretanto, que indubitavelmente, a morte é a melhor, senão a única, forma de compreender a vida. Somente quando se está cara a cara com essa certeza desconhecida, é que se reflete sobre a vida, sobre o fim dela e sobre o que há após.
As diversas religiões explicam de variadas formas o fenômeno e encarregam-se de prestar o auxílio necessário nessas horas difíceis; porém, religiosos ou não, todos devem, ou deveriam pensar sobre. A partir de quando o indivíduo percebe que sua vida chegará ao fim, e que dentro de poucos anos seu corpo será um monte de cinzas, percebe a sua insignificância frente ao mundo e ao desconhecido, e percebe que muitas atitudes e condutas são completamente inúteis e desnecessárias.
Se todos tivessem sapiência da ars moriendi não seriam necessárias normas de convívio social e muito menos punições, todos agiriam de forma ética, correta e justa, visto que agir de forma má chega a ser uma incoerência existencial.
Existe hoje, inclusive, uma ciência que estuda a morte, chamada Tanatologia. Esse nome provém da mitologia grega, da figura de Tânato – a personificação da morte, filho de Nix – a noite e Éribo – a escuridão, e irmão gêmeo de Hipno – o sono. Tânato, como deve supor-se habita os Campos Elíseos, no mundo subterrâneo.
A Tanatologia busca entender a morte, e de acordo com Oliveira (2008) “a morte, paradoxalmente, pode ensinar a viver”, portanto é útil que se reflita sobre a morte, sobre a espiritualidade e a fé, para que se aprenda a viver de forma plena.
Você reflete sobre a morte? Steve Jobs todo dia fazia a si mesmo a seguinte pergunta: “Se eu morresse hoje, morreria feliz? ” Segundo ele essa pergunta o ajudou a tomar as melhores decisões de sua vida. Se você morresse hoje, morreria feliz?

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Cleison Lucas Bonamigo

Cleison Lucas Bonamigo, nascido em 1998, acadêmico de Direito da Universidade do Oeste de Santa Catarina – Unoesc Joaçaba. Interessado em Direito, Música, História, Política e Psicologia.

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