A mídia, o consumidor e a necessidade de aprovação

por Jayne Ramos

A ficção dos filmes não está tão distante, não apenas no aspecto científico e tecnológico, mas também no social, na sociedade dependente da tecnologia e da aprovação alheia.

A tecnologia é uma ferramenta, apenas isso; a mídia é uma plataforma, apenas isso. Diariamente a mídia, a televisão, a internet, os artistas e os agentes da comunicação são criticados. No entanto, é incomum encontrar a reflexão dentro das mesmas críticas à respeito da demanda, do consumidor e do desejo da população no geral. É isso que nos falta. Fazemos uso dos meios de comunicação e informação no modo automático, e aleatório. Nos acomodamos ao que a bolha social nos oferece e passamos a acreditar que o todo é apenas isso. Alimentamos um entretenimento sem conteúdo, preconceituoso, machista, e quanto mais o protagonista do entretenimento se mostra “modelo perfeito” mais o tornamos “exemplo”.

O mais preocupante dos problemas é a imaturidade no uso das mídias sociais, o uso precoce das redes e a busca da resolução de problemas psicológicos desde a depressão ao déficit de atenção. Uma juventude refém da quantidade de “likes”, capaz de cair em jogos suicidas, desafios perigosos, tirar a roupa para se sentir amada, e a tentativa de se conectar com o maior número de pessoas possíveis, sem a preocupação de aplicar um filtro nas mesmas relações.

Uma porta fácil para a pedofilia, o abuso, e principalmente o início de uma geração depressiva e dependente do status, dos “match’s”, “likes”, e todo tipo de aprovação a sua personagem online.

Não é necessário uma bancada de censura. A melhoria para o caos vem através de um botão de denúncia mais ativo, a aplicação de um filtro em nós mesmos, consumidores da informação, afinal não falta conteúdo, mas sim a procura por entretenimento consciente.

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