A Magia dos Contos Infantis.



por Yuri Lawrence de Oliveira Carvalho

Grande parte dos adultos foi criada ouvindo as histórias de Branca de Neve, Cinderela, João e o Pé de Feijão, Chapeuzinho Vermelho, João e Maria, Cachinhos Dourados e os Três Ursos, e mais uma infinidade títulos. Noutras vezes havia animais como seus protagonistas como, por exemplo: A Lebre e a Tartaruga, A Raposa e o Leão, O Patinho Feio, A Cigarra e A Formiga.


Todas elas contêm ensinamentos. Os quais têm como objetivo explicar o complexo!

A criança também possui suas dúvidas, seus medos, seus anseios, suas angústias. Nesse momento que entra o conto de fada, ao se deparar com o dilema que o personagem vive, ao se enquadrar nessas histórias, ela se identifica, se imagina na pele do personagem, absorve suas idéias e com isso vai adquirindo conhecimento das situações e emoções que à rodeia, as quais a criança tanto desconhece e teme.

Os contos infantis ao decorrer do tempo sofreram transformações de acordo, com a cultura, tradução, censura ou então releituras. Provavelmente a história da Branca de Neve conhecida hoje com certeza difere de sua primeira edição, essa historia em seu tom mais cru possuía uma atmosfera adulta, macabra. Para se tornar agradável à uma criança ela foi totalmente reformulada adicionando toques mais leves e aumentando a esperança do protagonista.

No momento em que um adulto lê uma fábula para uma criança, ele está redigindo uma memória saudável para este ser, toda criança que é exposta nessa situação com certeza lembrará com afeto dessas histórias e passa essa cultura em diante, fortalecendo assim a imaginação, saúde mental e a esperança de gerações posteriores.

O grande Joseph Campbell defende o poder dessas histórias em uma sociedade, o ensinamento presente nas fábulas é interiorizado pelas crianças. Assuntos de difícil explicação, a fábula se encaixa como o meio de orientar crianças de algo que elas não estão desenvolvidas suficientemente para aborda com lucidez.

Bruno Bettelheim um psicólogo infantil, austríaco que também é a favor da leitura de histórias para crianças. Ele salienta:

“… A maior contribuição dos contos de fadas se dá em termos emocionais, ao propor, e concretamente realizar a fantasia, o escape, a recuperação o consolo. Eles desenvolvem  na criança a capacidade de fantasiar… Os contos favorecem a recuperação, incutindo coragem na criança, mostrando lhe que é possível encontrar saídas…”


A infância de uma criança deve ser recheada de fantasia, contos, histórias fantásticas, saborear essas incríveis aventuras que ela só vivera nesse momento da vida. É preciso apresentar esse universo, pois essas histórias por mais simples que aparente, elas compreendem  uma gnose surpreendente além de exercer um papel primordial para seu desenvolvimento intelectivo, social e emocional.

Bettelheim Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. ed 29.São Paulo – Paz e Terra, 2014.

J CAMPBELL & Moyers Bill . O Poder do Mito.ed – Palas Athena,1990.

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